Há-de-Mar
Na morte do Ademar Ferreira dos Santos
Dissesse o que dissesse
sempre disse o que pensava
era como um cavalo
sem selo nem sela
correndo livre
contra todas as correntes
O Ademar não se cala assim
no súbito da morte quotidiana,
ele, que apenas nos proibia
a indiferença
continuará a sua luta
contra o conformismo
da auto-congratulação paroquial
erudito ministério
do pensamento,
como um eremita
dos tempos transmodernos
o vamos honrar
terça-feira, 25 de maio de 2010
domingo, 23 de maio de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
Ultimidade das perguntas
Na ultimidade
das perguntas
e o sentido do existir
sob deuses incompreendidos
sem perceber
os brigues que largavam
a carga humana e escravizada
«eram eles humanos, e nós os animais».
Percorrendo
os mares do Mundo
onde cada corpo extinto
acendeu uma estrela
nos Céus de África
das perguntas
e o sentido do existir
sob deuses incompreendidos
sem perceber
os brigues que largavam
a carga humana e escravizada
«eram eles humanos, e nós os animais».
Percorrendo
os mares do Mundo
onde cada corpo extinto
acendeu uma estrela
nos Céus de África
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Ilha de Todos
-I+863.jpg)
Foste baluarte
mas sempre benevolente
na tua perturbante e improvável harmonia
saudamos-te, bendita terra maternal
porto de abrigo e paz,
mesmo quando incendiada e reflectida
nas águas tranquilas
atrás das copas dos cajueiros,
que se resguardaram em terra firme
não ousando desafiar as húmidas tormentas
do inquieto torrão
inspirando-nos presságios,
aos que em ti, um dia rezámos,
tão infantilmente confiantes
pelas aflições, ex-votos e promessas
todas as humanas preces e orações
és, por isso, Ilha de Todos
domingo, 2 de maio de 2010
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