Moledo
ao frio sazonal
A horizontalidade marítima e das ruas desertas
cruzadas ortogonalmente
pela verticalidade dos sinais e dos lampiões.
A escassez de bulício e de transeuntes
hibernação dos corpos
preparando-se para o esplendor solar.
Os pinheiros ordinários
de uma mata icónica.
O forte, a foz, o rio e o mar
confluência histórica e de gentes
Outro país mais ao Norte
Respiração líquida de Inverno
a quietude das areias revolvidas
noutras estações
vejo os passageiros do comboio
olhando o mar
de Moledo.
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
terça-feira, 13 de novembro de 2007
A clemência do instante
O opróbrio dos expectantes
concedendo-nos a clemência
do instante sorvido
sem qualquer pudor
reservando-se o que perdurar
para além de toda a redenção incorpórea.
e, no entanto, somos nós
os seus algozes
impetrando o silêncio,
a sombra e o credo.
concedendo-nos a clemência
do instante sorvido
sem qualquer pudor
reservando-se o que perdurar
para além de toda a redenção incorpórea.
Voláteis
como os embustes
de toda a sorte
e, no entanto, somos nós
os seus algozes
impetrando o silêncio,
a sombra e o credo.
sábado, 10 de novembro de 2007
As «ilhas» da Ilha
-I+842.jpg)
As crianças esgravatando o chão
os velhos fixando o manto calmo do mar
pescadores entoando canções a bordo
remam para o canal ventoso
que os há-de levar ao alimento
mais que do corpo,
de toda a sua existência
A plebe vivendo, agora, em paços
depois de assalto legítimo
aos armazéns da História
da cidade de pedra e cal
É igualdade em cada rosto
A Ilha é Grândola meridional
e grandiloquente
resistindo no Índico
num reencontrado esplendor
após as ruínas
plurais de um tempo,
não de um lugar.
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Antítese tempestuosa
Da antítese tempestuosa
e calma
deflui
o sopro de incompletude
antónimo feroz
e rapace
dum angustiado
existir
e calma
deflui
o sopro de incompletude
antónimo feroz
e rapace
dum angustiado
existir
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