
quarta-feira, 9 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
Série askari (7)

Só hoje vi a referência do jpt no seu ma-schamba, sobre a Série askari, que aqui se continua.
Grato pela imagem lá posta.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Ademar
Há-de-Mar
Na morte do Ademar Ferreira dos Santos
Dissesse o que dissesse
sempre disse o que pensava
era como um cavalo
sem selo nem sela
correndo livre
contra todas as correntes
O Ademar não se cala assim
no súbito da morte quotidiana,
ele, que apenas nos proibia
a indiferença
continuará a sua luta
contra o conformismo
da auto-congratulação paroquial
erudito ministério
do pensamento,
como um eremita
dos tempos transmodernos
o vamos honrar
Na morte do Ademar Ferreira dos Santos
Dissesse o que dissesse
sempre disse o que pensava
era como um cavalo
sem selo nem sela
correndo livre
contra todas as correntes
O Ademar não se cala assim
no súbito da morte quotidiana,
ele, que apenas nos proibia
a indiferença
continuará a sua luta
contra o conformismo
da auto-congratulação paroquial
erudito ministério
do pensamento,
como um eremita
dos tempos transmodernos
o vamos honrar
domingo, 23 de maio de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
Ultimidade das perguntas
Na ultimidade
das perguntas
e o sentido do existir
sob deuses incompreendidos
sem perceber
os brigues que largavam
a carga humana e escravizada
«eram eles humanos, e nós os animais».
Percorrendo
os mares do Mundo
onde cada corpo extinto
acendeu uma estrela
nos Céus de África
das perguntas
e o sentido do existir
sob deuses incompreendidos
sem perceber
os brigues que largavam
a carga humana e escravizada
«eram eles humanos, e nós os animais».
Percorrendo
os mares do Mundo
onde cada corpo extinto
acendeu uma estrela
nos Céus de África
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Ilha de Todos
-I+863.jpg)
Foste baluarte
mas sempre benevolente
na tua perturbante e improvável harmonia
saudamos-te, bendita terra maternal
porto de abrigo e paz,
mesmo quando incendiada e reflectida
nas águas tranquilas
atrás das copas dos cajueiros,
que se resguardaram em terra firme
não ousando desafiar as húmidas tormentas
do inquieto torrão
inspirando-nos presságios,
aos que em ti, um dia rezámos,
tão infantilmente confiantes
pelas aflições, ex-votos e promessas
todas as humanas preces e orações
és, por isso, Ilha de Todos
domingo, 2 de maio de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Série Askari (4)

Desfile de "askaris" do Império alemão.
Convém sublinhar que o termo «askari» vem do swahili, e significa «soldado», «homem guerreiro», mas também «homem que anda em volta (e conhece os caminhos)».
Os askaris revelaram-se de importância decisiva nas movimentações e confrontos que tiveram lugar entre as potências europeias que se degladiaram no período da 1.ª Guerra Mundial, na Costa oriental africana.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
Série Askari (2)

Askari do Império alemão (Costa oriental Africana - Oostafrika), empunhando a bandeira do Reich.
Na África Oriental é lendária a gesta do contingente de P. Emil Von Lettow-Vorbeck, único segmento do exército alemão que ocupou, com êxito, território inimigo (do Império inglês) e que não foi batido militarmente, na 1.ª Guerra Mundial (1914-18).
sábado, 3 de abril de 2010
Série Askari (1)

A propósito do livro «O Olho de Hertzog», de João Paulo Borges Coelho, cuja leitura inadiável recomendo a todos os amantes de Moçambique (e a todos os outros), começo a divulgar uma série de reproduções de gravuras e fotos (extraídas de diversos sítios da web), que terão como objecto de interesse central a figura do «askari» (soldado africano ao serviço das potências coloniais).
quinta-feira, 25 de março de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Amália em Nampula
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Etnicidades
«(...) bem vistas as contas, todos nós somos mulatos. Só que, em alguns, isso é mais visível por fora».
[Mia Couto, A Varanda do Frangipani]
[Mia Couto, A Varanda do Frangipani]
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Um céu tão próximo
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Sentinela
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Ilha de Moçambique
És miragem
no cheiro ofuscante
do cravinho das naus
e da carne padecente
dos escravos
como gado
mesmo assim, és porto amigo
por longos anos,
transportando o sangue
de persas, industânicos e malaios
reconfigurando-te
a negritude vaga
de um passado altivo
tu, para sempre navio
fundeado
sobre a âncora da fortaleza
que abrigou
milagres cristãos
ouvindo preces brâmanes
sob a convocação dos muhedin´s
entrosados em uníssono
ritual de homens
que se encontraram
depois de naufragar
em índicas errâncias
no cheiro ofuscante
do cravinho das naus
e da carne padecente
dos escravos
como gado
mesmo assim, és porto amigo
por longos anos,
transportando o sangue
de persas, industânicos e malaios
reconfigurando-te
a negritude vaga
de um passado altivo
tu, para sempre navio
fundeado
sobre a âncora da fortaleza
que abrigou
milagres cristãos
ouvindo preces brâmanes
sob a convocação dos muhedin´s
entrosados em uníssono
ritual de homens
que se encontraram
depois de naufragar
em índicas errâncias
Muipiti
Corpo de desejo, em silêncio
fremente, corpo
de ser que busca infinitos
de ser,
outros espaços.
Leis por fazer e logo
desfazer,
universo que és,
corpo de destino, interior
silêncio da beleza,
pedras de todas as emoções
e infernos,
murmúrios de amores
poeiras
que rasgam a linguagem
do caos e
da morte.
Virgílio de Lemos
fremente, corpo
de ser que busca infinitos
de ser,
outros espaços.
Leis por fazer e logo
desfazer,
universo que és,
corpo de destino, interior
silêncio da beleza,
pedras de todas as emoções
e infernos,
murmúrios de amores
poeiras
que rasgam a linguagem
do caos e
da morte.
Virgílio de Lemos
Moçambique
Ó Oriente surgido do mar
Ó minha Ilha de Moçambique
Perfume solto no oceano
Como se fosse em pleno ar.
Alberto de Lacerda
Ó minha Ilha de Moçambique
Perfume solto no oceano
Como se fosse em pleno ar.
Alberto de Lacerda
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